Homenagens em Praça Pública e no Soledade

Em 02 de setembro de 1870, a lei de número 615 autorizou o governo a erguer o monumento ao General Hilário Maximiano Antunes Gurjão, localizado no Centro Comercial de Belém. Por um decênio ficou o projeto sem execução. Nova resolução legislativa tomada a 04 de abril de 1880, transformada na lei nº 982, confirmou a autorização anterior. General Gurjão foi um militar paraense, herói da batalha pela ponte de Itororó, na Guerra do Paraguai.
O monumento havia sido pensado primeiramente como um mausoléu no cemitério da Soledade. Depois foi decidido construir um monumento em homenagem ao General Gurjão que seria erguido na Praça das Mercês. Mas viram que o local não seria adequado por causa da altura dos prédios vizinhos e o monumento ficaria desproporcional. Então foi decidido que ficaria na Praça D. Pedro II que já se chamou: Primitivo Largo do Palácio, Largo da Constituição, Praça da Independência, Parque Affonso Penna. Trata-se de um dos mais antigos logradouros públicos da capital paraense. Que fica localizado na esquina da Rua Conselheiro João Alfredo com a Avenida 16 de Novembro hoje Avenida Portugal.

 Descrição

Localizado na área central da Praça D. Pedro II, em área pavimentada octavada, cimentada, revestida com pedra portuguesa em duas cores (preto e branco) formando desenhos floral com estrela e formas geométricas curvas.

Quem solicitou

A Assembléia Legislativa Provincial.

Quando Solicitou

Em 02 de setembro de 1870 por meio da Lei de número 615, que autorizou o governo a erguer o monumento. Por um decênio ficou o projeto sem execução. Nova resolução legislativa tomada a 04 de abril de 1880 transformada na lei nº 982, confirmou a autorização anterior.

Porque Solicitou

Para prestar uma homenagem a um militar paraense que fora herói da batalha pela ponte de Itororó, na guerra do Paraguai.

Orçamento

As obras realizadas para a consolidação do terreno consumiram a quantia de 4:147$471 (4.147,47), em quanto foram orçadas.O custo total do monumento foi de 63:500$000 (Cr$ 63.500,000), sendo arrematante da construção o Sr.João Ferreira Salgado, contratador de obras públicas e particulares.

Inicio

04 de abril de 1880 foi autorizada a construção. Em 31 de julho do ano seguinte foi lançada a pedra fundamental do monumento, à Praça da Independência, hoje D. Pedro II.

Entrega da Obra

15 de agosto de 1882, data comemorativa da Adesão do Pará, foi inaugurado o monumento. Governava o Pará o Barão de Marajó, José Coelho da Gama e Abreu. Precedeu essa celebração um “Te-Déum”, celebrado na igreja do Carmo, às 8 horas da manhã.

Quem a obra representa

O General Hilário Maximiano Antunes Gurjão, um dos combatentes que mais se destacaram na Guerra do Paraguai.

Material utilizado

O monumento é formado por um pedestal octavado, decorado com frisos e relevos, todo em mármore, na qual está assentada a escultura em bronze de corpo inteiro do homenageado, em trajes militares, voltada para a Baia de Guajará, foi executada em Portugal.
 Abaixo da escultura do General Gurjão, entre as figuras de Marte e Valor e Lealdade e Mérito, estão respectivamente em alto relevo, o brasão de armas do Império e o de armas da cidade de Belém. Já entre as figuras Valor e Lealdade, Mérito e Marte, está inscrito respectivamente: “CHACO, SAUCE, ANGUSTURA, ITORORÓ, CURUPAITY” e “MONTEVIDÉO, ITAPIRÚ, PASSO DA PÁTRIA, ESTERO BELLACO, CORRIENTES, CURURÚ”. Os pedestais apresentam formas octavadas, frisos nas extremidades superior e inferior.

Além do monumento no centro da Praça D. Pedro II, existe no Cemitério da Soledade, um outro mandado construir em homenagem a General Gurjão pelo Conselho Municipal de Belém, em virtude da Resolução de 1° de fevereiro de 1894. No cemitério, estão enterradas as cinzas do General paraense. Construído nas oficinas de Lombardi, na Bréscia, o monumento que é todo em pedra, pesa 150 toneladas. O trabalho de escultura foi feito pelo professor Allegretti, do Instituto de Belas Artes de Roma. A entrada do mausoléu está à seguinte inscrição, em bronze:GENERAL HILÁRIO MAXIMIANO ANTUNES GURJÃO, NASCIDO EM 1820 – FALLECIDO EM 1869.
Para perpetuar-lhe a memória o Conselho Municipal de Belém mandou erigir este monumento em 1896.
Também o Instituto Histórico e Geográfico do Pará, assinalou a casa onde nasceu o herói brasileiro, apondo na fachada do imóvel, que fica a Rua General Gurjão n° 135, uma significativa placa com os seguintes dizeres:
NESTA CASA NASCEU, EM 21 DE FEVEREIRO DE 1820, O HEROICO GENERAL HILÁRIO MAXIMIANO ANTUNES GURJÃO. HOMENAGEM DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRAPHICO DO PARÁ.
A placa é de mármore branco e as letras gravadas em negro. A casa onde nasceu o general Gurjão, até 1940 era de propriedade do Sr. Antonio p. da Silva. Por ato de 29 de janeiro (decreto n° 431), o Prefeito de Belém mandou desapropriá-la, passando a mesma a constituir, desde então, a patrimônio histórico do Município.
  

Pesquisa, texto e fotos:

Abigail Silva, Denildo Neves e Ocione Garçon

Referências

CRUZ, Ernesto. Monumentos de Belém (1° volume), DPHAC, 1945. Jornal A Província do Pará – Cultura – pag. 06/10-08-97
__________. História do Pará (2° volume) Coleção Amazônida – série José Veríssimo. Universidade do Pará (sem ano de publicação).
FUMBEL, Fundação Cultural do Município de Belém.
DEPH – Departamento de Patrimônio Histórico ARQUIVO PÚBLICO – Assembléia Legislativa
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